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Entendendo a Crise

Professor Metafix

Entendendo a Crise

"Neither borrow or a lender be, for loan often loses itself and a
friend and dulls the edge of husbandry." William Shakespeare

Depois de tanta badalação e pouca explicação pela mídia, decidi acrescentar algumas linhas para esclarecer alguns pontos obscuros da crise financeira americana. A crise realça muitas contradições na vida dos americanos. A discórdia tem a ver não só com a filosofia predominante entre os partidos políticos sobre o papel do governo, mas também com a divisão real do bolo entre os detentores de investimentos de alto risco e o setor produtivo da economia. Há consenso de que alguma coisa deveria ser feito, mas o nó da questão não é esta, é a distribuição do bolo entre Wall Stree e Main Street.

De um lado temos o pessoal de Wall Street, os investidores e especuladores. Do outro temos a Main Street ou a economia como um todo que já sente o efeito da crise. O executivo trabalha com duas premissas, uma explicita, a de que se o mercado financeiro entrar em colapso, todos perdem. A segunda, subjacente à primeira, assume que todos somos iguais nessa crise. George Orwell já nos salvou dessa, quando disse que, "todos somos iguais, mas uns são mais do que outros." Main Street acredita em Orwell e desconfia de que o plano seja apenas uma desculpa para salvar Wall Street às custas dos pobres e dos que tem pouco a ver com o débacle. Aos poucos o plano vai perdendo a configuração original e se transformando num saco de balinhas pra contemplar todos com alguma coisa. Apesar das benesses introduzidas no bojo do pacote muitos sentem-se indignados e temem uma socialização endivida dos riscos.

O dilema do congresso é duplo, qual o papel do governo numa economia de mercado e como contemplar todos além daqueles que assumiram riscos sem precedência na história do capitalismo americano.

Para entender melhor a proposta, vamos examinar os efeitos do pacote proposto pelo governo sobre Main Street e Wall Street, doravante, Main e Wall, respectivamente. O efeito sobre Wall será direto e, de certa forma, imediato; o governo vai resgatar os "papeis podres". Mas sobre Main não existe nada claro, apenas uma ameaça vaga de que se Wall não receber ajuda, Main vai sofrer. Isto é, sem o pacote haverá desemprego generalizado na economia. O problema é que antes mesmo dos dados oficiais serem publicados já se sentem o desemprego e a dificuldade de se obter crédito. Tanto o comércio como indivíduos já não conseguem crédito de curto prazo.

Vamos as ramificações, considerando dois cenários; um com o pacote, e outro sem o pacote. Caso o pacote não seja aceito e não haja outras medidas, nem que sejam paliativas, a crise se agrava. Haverá mais falência de instituições financeiras e o crédito disponível ficará ainda mais limitado. Isso se traduz em desemprego que é a pior praga de um sistema de mercado como este. Por outro lado, sem o pacote os investidores que compraram ativos alavancados ficarão desesperados e terão de recorrer aos bancos pagando juros elevadíssimos para salvar seus investimentos.

Note que com o investimento alavancado em 1 para trinta, a queda de um por cento no valor do ativo, Wall perde trinta por cento! Por isso, Wall está disposto a pagar juros elevados para salvar esses ativos de rentabilidade duvidosa. Isso provoca uma expulsão do setor produtivo do mercado de crédito.

Agora vamos supor que o pacote seja aprovado e, em vez de Wall tomar dinheiro emprestado, ela vende os ativos ao Tesouro americano. A primeira dificuldade será operação das medidas. O governo terá de montar uma enorme estrutura para administrar o leilão invertido. Isto é, em vez de muitos compradores e um vendedor, teremos muitos vendedores e um só comprador, o Tesouro. Pode ser que haja outros interessados, e o pacote os contemple, na concorrência pelos ativos. Porém, até agora só se tem notícia de que o Tesouro resgatará os ativos. De qualquer maneira, com o pacote, o governo adquire a maioria dos ativos "podres" e agora terá a tarefa árdua de administrar uma enorme carteira de ativos de valores duvidosos. Se o preço dos ativos não subirem, o governo ficará com o mico e passa a conta para Main.

Com risco de ter que pagar por algo que não vale nada Main reluta, mas Wall força a barra para não perder. No fim, o pacote será uma lingüiça insossa recheadas de outras despesas para satisfazer aquelas partes mais carentes de Main. Enquanto o pacote estava no Senado, a camara dos representantes prepara a fritura para cobrar a conta depois com novos impostos. O Tesouro sabe que terá de emitir títulos de dívida em troca de fundos para salvar os ativos. Numa primeira instância, o Tesouro passa os títulos para o Banco Central que depois pode vender esses títulos para retirar dinheiro de circulação. Nesse primeiro momento a injeção de liquidez lastreados com títulos do Tesouro, em carteira no Banco Central, aliviará a crise. Mas a mecânica não deixa de ser uma bomba de efeito retardado pois a causa do débacle que não foi nem de longe examinada. A única certeza é a de que Main pagará a conta indiretamente com impostos, com juros mais elevados e com inflação sem garantia de emprego.

O resultado intermediário do pacote será implacável, uma vez aprovado e funcionando bonitinho, os bancos poderão emprestar dinheiro com mais facilidade! Infelizmente, ninguém toma dinheiro emprestado só porque a taxa de juros é baixa. De qualquer forma, o pacote terá um efeito duplo; Wall pára de pressionar os juros e, com a compra dos papeis, injetando bastante liquidez no sistema, espera-se que o sistema sinta-se aliviado e pronto pra continuar crescendo! Entretanto, se o governo não impor regras, Wall pode voltar a praticar as mesmas loucuras de vendas a descoberto e alavancagem além da sensata possibilidade administrativa.

Opa, mas o que é isso? Não existe diferença entre as duas alternativas? Existe sim, mas ela se reduz a uma questão de tempo! Isto é, paga-se toda conta agora, ou no longo prazo em modestas prestações. No curto prazo, o efeito do plano será imediato, mas no longo prazo apenas adia a agonia da economia. O governo não se deu conta de que o troca troca alavancado entre especuladores, com anuência de bancos e grandes corretoras, criou um valor artificial para muitos ativos.

O valor dos ativos que Wall quer empurrar na goela de Main, não existe. O mercado está indicando que esses ativos não tem valor, mas os interesses são tão fortes que os participantes e o governo entram num estado de negação induzida. Rejeitam o indicativo do mercado e agem contra as próprias "convicções" pra salvar o bolso de uma minoria. O certo é que, com alavancagem e dinheiro fácil, os investidores elevaram o valor desses papeis artificialmente e agora querem empurrar na goela do povo como sendo a salvação do próprio povo. Cômico, não!

Notem que, o mecanismo de elevar o preço de ativos artificialmente é muito conhecido na história das bolhas nos negócios. Já houve muitas bolhas geradas pelo mesmo mecanismo; derivativos com pouco lastro, alavancagem elevada e venda a descoberto. Infelizmente, os próprios defensores do mercado livre rejeitam a noção de artificialidade dos valores porque se consideram o próprio mercado. Em tempos de ganância, as pessoas mas sensatas perdem o senso crítico. A crise aparece sorrateiramente, inesperada e sem ser convidada assustando os próprios criadores. Ela só pode ser curada pelos mesmos mecanismos artificias que a geraram, mas isso é um processo dolorido e inaceitável porque acarreta em muitas perdas, especialmente para os retardatários. Por exemplo, quando os preços de ativos financeiros sobem muito além da produtividade da economia, haverá queda nesses valores para que eles se alinhem com os preços da economia real. Muitos investidores compraram ativos quando os preços já estavam altos demais na esperança de que eles continuariam subindo.

Infelizmente, o desejo desmesurado impede qualquer análise critica e os interesses excitam novas emoções que bloqueiam qualquer raciocínio lógico. Wall Street não se deu conta do fiasco e alega que o problema é falta de liquidez. A ironia de tudo isso é a de que os inimigos da regulamentação e da intervenção pública no mercado são os primeiros a defenderem idéia de um pacote econômico. Esquecem de que o mercado determina o preço. Esquecem de que se o mercado diz que os preços devem cair, eles vão cair, o pacote apenas alivia a dor da queda temporariamente. O pior de tudo é que estes também não se dão conta de que se essa intervenção for bem sucedida, o governo poderia avançar no setor privado eliminando os privilégios do mercado livre. Mas isso fica pra depois. Todos sentem a dor agora. Infeliz a agonia será bem mais longa!

Professor Metafix

Gostou? Então Veja Também: Entendendo a Crise 2

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Danilo comentou:

Muito bom Professor Metafix,
Colocou de forma clara "os dois lados da moeda", esclarecendo fatos e consequências, sem distorcer ou exagerar nos detalhes, coisa que a mídia em geral costuma fazer.

Parabéns pelo conteúdo.


Julio Rod comentou:

Esse artigo é simplesmente espetacular e de rara lucidez nos comentários. Parabéns professor!


lino comentou:

Pois e. Eu gostaria de saber onde estao os neo-liberais que diziam que o mercado se auto-regula e que ao estado cabe o papel de suprir as necessidades basicas: saude, educacao e seguranca.
O partido da frente liberal que compunha o centrao na formulacao da constituicao, o sr. Delfim Neto, roberto campos, simonsen e seus seguidores vivos devem estar embaixo da cama numa hora dessas. Eles deveriam vir a publico e defender a nao intervencao do governo americano e quebra do sistema financeiro americano como apregoavam suas teses liberais...
E a velha historia de socializar o prejuizo e privatizar o lucro. Essa gente nao se emenda.


Sergio Almeida comentou:

Caro Prof.

Muito boa explicação, mas fiquei em dúvida qto a essa colocação: "Note que com o investimento alavancado em 1 para trinta, a queda de um por cento no valor do ativo, Wall perde trinta por cento! Por isso, Wall está disposto a pagar juros elevados para salvar esses ativos de rentabilidade duvidosa. Isso provoca uma expulsão do setor produtivo do mercado de crédito." Não entendi o que quer dizer que o setor produtivo pode "sair do mercado de crédito". Seria não buscar mais créditos (tomar empréstimos)junto aos bancos? Ou não aplicar mais seu dinheiro nos bancos? Se Wall vai pagar juros elevados, entendo que ai que todo mundo vai querer por dinheiro nos bancos para ter esses juros em rendimentos. O setor produtivo em vez de produzir vai querer entrar na ciranda financeira. Se puder esclarecer 1 pouquinho agradeço.

Sergio
São Jose dos Campos-SP


prof-metafix comentou:

Sergio, obrigado pela pergunta. Note que quanto mais elevada a taxa de juros, mais seletiva fica economia na escolha dos investimentos. Muitos setores deixam de operar porque não conseguem cobrir os custos. Enquanto juros baixo atraem mais investidores em todos setores. Atualmente, como existe uma enorme demanda por crédito em Wall Street (especuladores), os juros sobem e expulsam os setores que não conseguem cobrir os custos da produção.
Quanto a segunda parte de tua dúvida, tenho a dizer que esse fenômeno do produtor tentar ser especulador não existe nos Estados Unidos. Ele só existe quando o governo empresta dinheiro a certos setores com taxa juros menor do que a do mercado. Nesse caso, o produtor desvia o dinheiro para ganhar juros em cima daqueles que não tiverem acesso a juros subsidiados pelo governo. Aqui (EUA), raramente isto acontece. O governo não interfere na taxa de juros, ela é fixada pelo banco central para os bancos, e ai cada banco determina a sua de acordo com a demanda. Por outro lado, ninguém tem dinheiro pra emprestar, só os bancos. Aqui todo mundo ta endividado até o pescoço. Abraços. Metafix


Danilo comentou:

Professor Metafix,
Sobre a crise americana, você acha que ela pode acabar se estendendo, se agravar com o efeito babyboom, previsto para os próximos anos, e com isso fazer com o EUA entre em uma profunda recessão por anos e anos,ou talvez décadas? Talvez até, dando sequência a troca do posto de superpotência para outra nação, como foi ocorrendo ao longo dos séculos, talvez para a China?


Durval Arantes comentou:

Olá pessoal

O modelo economico idealizado pelas potências ocidentais a partir de meados da decada de 80 se desintegrou, virou meleca e escorre pelos ralos do capitalismo como rejeitos sanitários fétidos e indesejáveis.

As maiores economias do mundo se tornaram, por fim, reféns de sua própria carapuça e não deixa de ser cômico testemunhar o sistema financeiro "running in circles, like a beheaded chicken", produto final de uma crise fermentada por executivos despudorados e assada no forno implacável da estrutura financeira de todos os mercados, todas as bolsas e todos os bancos do mundo.

O modelo de administração empresarial bancada neliberalismo, abençoadas pelas economias ocidentais e capitaniadas pelo cavanhaque de Tio Sam tornou-se morimbundo, abjeto. A verdade veio à tona...

Creditos suicidas e poder de ganhos mentirosos: Eis a receita do Armagedon que vivenciamos atônitos na web, no papel, no rádio, na TV e, pasmem, até nos botecos menos classificados dos subúrbios até ontem alheios ao Titanic outrora denominado "globalização".

Mas entendo que a crise passará e as economias recuperarão, senão as perdas, pelo menos, o fôlego. Afinal, como determina o velho e sábio dito popular, "não há mal que sempre dure".

Mas o modelo proposto deverá ser revisto, posto que está à beira da lápide rumo ao descanso final.

CEOS, superintendentes, diretores executivos; tremei. A nova onda, como diria Alvin Toffler, será mais que um tsunami. Ninguém aguenta mais as suas estratégias kamikaze (pra se dizer o mínimo) e suas tomadas de decisões que à curto e médio prazo socializam as desgraças e a curto (curtíssimo), privatiza os lucros.

E que nós, meros mortais e pagadores de impostos, fiquemos mais atentos aos desmandos e mazelas inomináveis que ocorrem nas negociatas "underground" e que contribuem ainda mais para os odores fétidos que impregnam todos os bastidores desta tal casta que se perdura no poder, seja ele político ou financeiro.

Por enquanto, e lamentavelmente, temos apenas que aguardar quantas desgraças mais saltarão desta gigantesca Caixa de Pandora que não se cansa de soltar os seus monstros.

Abraços à todas e todos


Michel comentou:

Agora e o momento ou não de comprar ações, hoje caiu mais, compro agora ou não compro? E qual Petr4 ou qual outra, não deixa de responder amigo, li cada linha, execelente artigo.


prof-metafix comentou:

Bom dia pessoal, vou aproveitar a oportunidade e tentar responder a todos de uma só vez.
Michele,
acho que está chegando o verdadeiro momento se comprar ações. Aguarde mais um pouco, pois os preços ainda podem cair muito. Felizmente, ou infelizmente o modelo vai mal mas não morreu e ainda não chegou ao fim.
Danilo,
como demorei te responder, o mercado já respondeu. Estamos assistindo um espetáculo mundial. A China ainda se sustenta porque tem mais controle sobre os negócios e trabalha com a premissa, que considero cientifica e correta, de que não existe sistema puro ou mercado perfeito.
Durval, obrigado por seus comentários. Compartilho com tua indignação, infelizmente as coisas podem continuar confusas ainda por muito tempo. Permita-me expandir alguns conceitos e depois poderemos continuar nesse papo agradável.
Eu particularmente, fico rindo das coisas e acredito no filosofo alemão, Schopenhauer que dizia que o mundo é um palco onde podemos ri ou chorar. É inacreditável que homens aparentemente sensatos não conseguem distinguir valores de preços. Dizem que economista é um sujeito que sabe o preço de tudo e não sabe o valor de nada. Parece-me que o endereço dessa ingenuidade são os mercados financeiros que até hoje não entenderam que valor é criado pelo trabalho humano cristalizado nos bens que possuímos e consumimos.
O descompasso entre o valor no setor produtivo da economia mundial e os valores financeiros transformou as economias numa pirâmide invertida. Os valores dos ativos no setor financeiros são tão elevados que a Islândia com apenas 20 bilhões de dólares de produto podia alavancar 120 bilhões em valores financeiros! Isto porque as pessoas, os políticos e dirigentes empresariais acreditavam que poderiam gerar riqueza via a engenharia econômica sem o suporte do setor produtivo. Infelizmente, precisamos de fé e de crença, mas ela é inimiga da autocritica. A auto crítica é fundamental para poder se controlar os riscos. Não podemos trabalhar com certeza porque não temos todos os dados e nem os melhores meios para analizá-los. A própria natureza tem suais leis imutáveis e age como guarda rodoviário as escondidas para pegar os infratores. O guarda pegou o sistema financeiro, ele vai ficar preso por muito tempo para se reformar, mas os negócios continuam! Não temos sistema alternativo à vista.
Tenho mais pra dizer mas o espaço é pequeno. Abraços.
Metafix


Cristiano Miranda comentou:

Olá Professor Metafix.

Ainda não absorvi de fato, os reais motivos causadores dessa crise.
Estou pesquisando...
Está tarde agora e tenho que ir embora, mas amanhã passo aqui para ler o "Entendendo a Crise 2"...

Att, Miranda...

Vlw! =D


maria helena de oliveira comentou:

BOA NOITE PROFESSOR
GOSTARIA DA SUA AJUDA NA EMPOLGAÇÃO EM MAIO COLOQUEI 50.000,00 NO FUNDO PETROS E COMO NÃO SEI JOGAR COMEÇOU A TURBULÊNCIA DO MERCADO RESUMINDO HOJE TENHO NO BANCO 25000,00 GOSTARIA DE SABER O QUE FAZER TIRAR ANTES QUE ACABE OU DEIXAR ME AJUDA OBRIGADA ABS HELENA


prof-metafix comentou:

Maria Helena, obrigado pela consulta. Infelizmente, eu acompanho o mercado brasileiro à distância, aqui dos estados Unidos, e desconheço esse fundo em detalhes. Entretanto, você não está só, muitos investiram no auge do mercado. Acredito que fez um bom investimento, mas quando o mercado não coopera todos perdemos pois ainda não aprendemos a evitar o risco sistêmico. Isto é, ninguém consegue se livrar das perdas quando todo sistema perde e, numa economia globalizada, as perdas num mercado contaminam outros. O mercado brasileiro está sofrendo de problemas gerados em outras economias e, por isso, deve ser um dos primeiros a se recuperar.
A questão que você ou qualquer um deve fazer é a seguinte: qual a alternativa? Isto é, existe algum investimento que rende mais, com mesmo nível de risco? Se a resposta for positiva, então a decisão é óbvia. Não havendo, o melhor seria deixar onde está pois, mesmo desconhecendo o futuro, acredito que as ações devem parar de cair e, depois que passarmos dessa instabilidades, voltarão a subir e a render mais do qualquer outro tipo de investimento. Desculpe não poder ajudar mais nessa importante questão, mas aqui ficaremos à sua disposição para outras dúvidas relacionadas ao mercado financeiro. Boa sorte, Professor Metafix


vivian do nascimento gomes comentou:

Ola professor, sou aluna do curso de adm e estou fazendo um artigo sobre a crise financeira.
Li o artigo do snhor e gostei mt!! Se possivel, gostaria de mais informaçoes sobre o assunto para acoplar ao meu artigo!
Desde ja agradeço!!!


prof-metafix comentou:

Vivian do Nascimento Gomes
Vivian, obrigado pelo comentário e interesse pelo meu trabalho. Quanto ao teu pedido
preciso de maiores informações, especificamente sobre o aspecto da crise que tu
desejas abordar. Acrescento que, ainda nao temos uma radiografia completa da crise,
embora aos pouco vão surgindo dados e notícias, mas de forma muito fragmentada.
Aguardo tua mensagem e tentarei fazer o que for possível. Prof. metafix


wsmatta comentou:

O estabelecimento de limites para alavancagem de investimentos me parece uma coisa obvia e sensata a ser feito, na prevençao de recorrencias da crise.


 
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