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A Lógica da Crise | Entendendo a Crise

Professor Metafix

A Lógica da Crise

A lógica da crise do capitalismo está encravada no imaginário popular e na mente comprometida com os lucros dos homens de negócios. O sucesso é a justificativa para tudo independente da distribuição dos efeitos colaterais. A lógica pode ser perversa mas não muda com as dificuldades do sistema porque tudo que se "Não vejo saída fora da própria crise. Concordo com o Veríssimo de que “os otimistas são mal informados”!" relaciona com as necessidades do bolso tende a ser beligerante, imune às críticas e oposto a quaisquer modificações que contrariem os interesses maiores do capital. Mesmo assim, sonhamos com mudanças e indagamos se o capitalismo agüentará essa crise sem mutações profundas para apaziguar os ânimos daqueles que ainda sonham com um sistema mais estável, onde não se socializem perdas e privatizem lucros? Não sabemos o que vai acontecer, mas a economia já passou por outras e não mudou muito. Entretanto, pode haver alguma modificação além daquelas que surgem naturalmente dos ciclos de negócios como esse. Infelizmente, não vejo mudanças radicais importantes e, talvez, só veremos uma repetição de erros passados. Não vejo saída fora da própria crise. Concordo com o Veríssimo de que “os otimistas são mal informados”!

O sistema burocrático é incapaz de fazer as modificações necessárias pra provar que o mercado como posto não é perverso. Felizmente, quando os homens falham, a natureza se encarrega das transformações necessárias para reavivar a concorrência num ciclo dentro de um ciclo que se repete periodicamente sem tempo determinado. Enquanto não reconhecermos de que o mercado é falho e necessita de controle e menos liberdade, não resolveremos o problema dos grandes ciclos de negócios. O problema é de como separar a liberdade humana da liberdade de mercado contra todo um dogma sobre mercado livre é democracia.

As crises são interrupções dos ciclos de negócios quando as forças propulsoras e as exaltações perdem energia independente dos benefícios ou dos malefícios que causam. Elas não são iguais e algumas são mais destrutivas do que outras, mas todas provocam reajuste na distribuição de renda e alteram temporariamente o modo de se pensar sobre a economia de mercado. Algumas afetam setores com impactos tão desiguais que seria até melhor não fazer nada e deixar a economia cuidar da própria economia. Infelizmente, os políticos são otimistas por necessidade. Acham que podem resolver problemas que contrariam até a natureza do sistema que tentam construir.

A coisa é cômica, prometer mudança e promover políticas corretivas para moralizar o sistema soa como pregação na rua de baixo, mas é só que se ouve esses dias. Estamos perdidos quando os otimistas não reconhecem que o desejo de abocanhar o poder nesses momentos não é diferente da ganância permanente que domina os homens de negócios. Esse desejo impõe ritmo das discussões porque ninguém quer perder mesmo quando os ganhos impõem perdas excepcionais no resto da sociedade. Sem reverter a tendência de agir de improviso, de prover politicas sob o signo das emoções e das necessidades politicas e de lucros imediatos não chegaremos a um denominador comum. E só temos uma esperança, a natureza. Ela é neutra e impõe limites quando a governança do sistema falha, mas também impõe condições inaceitáveis para os dirigentes dos mega oligopólios. O pior de tudo que ela também não atenua as perdas daqueles de renda mais baixa dentro de um período tolerável pela expectativa popular.

"Nestas circunstâncias, o que prevalece para determinar o valor das coisas não é a competição entre firmas mas um grupo seleto de inpíduos que luta pelo poder manipulando valores e crédito."O mercado são pessoas e instituições com conflitos enormes e necessidades permanentes de ultrapassar os pares mais próximos. Quando temos poucos dominando um mundo de negócios, aproximamos do cúmulo da imperfeição, o do monopólio e da instabilidade perigosa da desigualdade extrema. O mercado de crédito nos Estados Unidos pode não ser dominado por monopólios, mas está distante da perfeição e por isso longe ser reconhecido como mercado de concorrência. Nestas circunstâncias, o que prevalece para determinar o valor das coisas não é a competição entre firmas mas um grupo seleto de inpíduos que luta pelo poder manipulando valores e crédito.

Esse seleto grupo formado nas melhores escolas do país, sabe que acumular riqueza pelo trabalho leva muito tempo. O caminho mais curto seria o da manipulação e criação de instrumentos de créditos sem lastro e sem garantias para atrair o maior número de participantes. O raciocínio implacável dizia que se houvesse sucesso tudo poderia ser feito porque haveria aval da sociedade e consentimento silencioso das autoridades monetárias e agencias de regulamentação. O sucesso inicial gerou outros sucessos e revalidou tudo que os oligopólios das finanças desejavam. A lógica dizia que a economia poderia gerar riqueza por algum tempo sem a sustentação de recursos reais. Enquanto a liquidez abundante corria para o bolso de um grupo seleto, a auto crítica desparecia e, sem ela, os defeitos do modelo permaneceu oculto no centro do poder econômico.

Enquanto o mercado aceitava a proposta de crédito sem garantias, os donos do poder acumulavam e concentravam riqueza sem precedência, amparados pela lógica do sucesso. Surgiram os bilionários, homens com mais riqueza do que muitos países. A fé inabalável na ausência de lógica construtiva gerou o sub prime. “Quase” que acertaram pois, de passagem, nem tudo foi mal, geraram muitos empregos na construção civil. Infelizmente, o crédito estava baseado numa crença carente de realismo, a de que, havendo liquidez, qualquer pessoa poderia adquiri uma casa com valor desproporcional a renda familiar. Os ganhos futuros propiciados pelo mercado agitado permitiria até o o humilde trabalhador acumular riqueza e se aposentar como se fosse um próspero homem de negócios. Animados pela expectativa, os trabalhadores foram envolvidos no clima da especulação, muitos compraram não para morar mas para lucrar. De repente o céu era limite, e todos se tornaram cúmplice inocentes de uma farsa social. Ganhavam dinheiro passando maus negócios por fortunas para os mais próximos numa corrente interminável de negociatas escusas. Assim incentivaram os negócios apregoando que o mercado livre era capaz de gerar riqueza para todos. E como havia um governo “under God”, poderia haver também um mercado “under God”. Houve inegável sucesso, e no imaginário popular, o conceito foi aceito sem reserva porque ninguém questiona as benesses do bolso.

"Os grandes sabiam que se o mercado falhasse haveria respaldo público. Eles também sabiam que sem crédito a economia não funcionaria. Essa era a chave do “complô”."Os grandes sabiam que se o mercado falhasse haveria respaldo público. Eles também sabiam que sem crédito a economia não funcionaria. Essa era a chave do “complô”. O crédito concentrado em poucas instituições era uma garantia de que o governo poderia acudir as grandes empresas nos momentos mais críticos. O sucesso, num passo de mágica, formou uma cadeia de justificativas e negócios, e fortaleceu crenças e mitos da riqueza fácil. Ninguém podia nem questionar o significado de mercado livre porque sempre ligaram, com pregações ilimitadas, à liberdade de negócios com à liberdade política. A liberdade de mercado se transformou na liberdade de aglomeração, na liberdade de multiplicar os ativos financeiros sem lastros reais, e até crédito sem garantia de recursos. Enquanto as distorções produziam lucros enormes para uma minoria, o sistema caminhou inexoravelmente para o abismo amparado pelo sucesso enquanto as instituições reguladores ignoravam o perigo de um “crash.”

Professor Metafix.

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Henrique Antunes comentou:

Gostei muito desse espaço, vai entrar pros meus, favorítos... muito bom...
abraço...


Danilo comentou:

Olá Henrique Antunes,

Que bom que gostou, obrigado pelo seu comentário.


Ana comentou:

gostei, tratar a crise de uma forma simplista é ignorância e otimismo demais tbém o é , portanto fé é importante e uma politica social mais igualitária .


 
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