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A arte de aproveitar as oportunidades

Professor Metafix

Qualidade, Tendência e Tempo A arte de aproveitar as oportunidades

Pertenço ao um clube de investimento aqui nos Estados Unidos que parece um clube do bolinha. Reunimos uma vez por mês para escolher o que vender e o que comprar. Trata-se de uma boa desculpa pra tomar umas e outras, comer alguma coisa e bater papo inofensivo. Não é permitido falar de coisas sérias; nada de assuntos religiosos, ideológicos ou partidários, quem tenta é ridicularizado jocosamente. O assunto mais sério é a compra e venda de ações. Até agora perdemos menos do que o mercado, mas poderíamos estar bem melhor se tivéssemos disciplina e observássemos algumas regras.

"Parece-me que a maioria dos investidores perde boa parte das oportunidades escolhendo o que comprar sem um “timing” de quando comprar" Parece-me que a maioria dos investidores perde boa parte das oportunidades escolhendo o que comprar sem um “timing” de quando comprar. Evito debater este tema no clube por uma questão de comodismo particular. Além disso, os bons resultados obtidos indicam que estamos fazendo um bom trabalho. Porém, acredito que poderíamos melhorar bastante. Ainda perdemos muitas oportunidades tanto na compra como na venda por não atentarmos para a diferença enorme que o tempo faz em qualquer tipo de negócio. O clube prefere se concentrar nas boas ações. Isso mostra muita maturidade e realismo. A ingenuidade consiste em ignorar o tempo exato da compra e aceitar a tendência com certa leviandade. Entretanto, a filosofia do clube é investir para o longo prazo, nada de especulação passageira.

Entretanto, deveríamos atentar para o fato de que o tripé, qualidade, tendência e tempo, sustenta os bons lucros em qualquer circunstância. A diversificação é importante porque protege dos riscos adversos à própria ação. Entretanto, os bons papéis oferecem pouco risco a longo prazo. O que não podemos evitar são os riscos do sistema e as variações a curto prazo. Quando a economia falha, ela atinge todos de forma desigual. Neste caso, a diversificação não protege aqueles investidores que diversificaram bem, mas esqueceram da qualidade dos papéis. Uma maçã podre pode contaminar o cesto inteiro, diz o ditado. Comprar ações ruins, na esperança de que a volubilidade de curto prazo protege dos riscos adversos é também uma atitude bastante ingênua.

Portanto, dependemos desse tripé para proteger e aumentar os lucros. Parece-me bastante lógico sistematizar as propostas examinando primeiro a qualidade das ações, assim como fazemos com qualquer outro ativo ou mercadoria. Segundo, verificar se o preço da ação está numa tendência de alta. Terceiro, esperar o momento certo para comprar porque a tendência não é linear. Existem variações relativamente fortes dentro de um tendência de alta ou de baixa que podem render bons lucros ou prejuízos. Além disso, uma variação de curto prazo pode se transformar numa tendência de longo prazo.

Quando a tendência for de alta, só existe uma decisão correta; comprar. Quando a tendência for de baixa, só existe uma decisão certa; vender. Até aqui tanto meu clube como a maioria dos investidores tentam cumprir essas etapas sem muitas dificuldades, embora uma boa parcela erre na qualidade das ações. A terceira etapa é escolher o tempo certo para cumprir o determinado nas duas primeiras. É ai que os fundamentalistas se perdem e os grafistas não podem acertar porque desrespeitam os preceitos fundamentalistas. Não adianta trabalhar com bons gráficos, analisando ações desprezíveis. Por outro lado, é possível aumentar os lucros das boas ações acompanhando e administrando os movimentos dos preços no curto prazo.

Como aludi em algumas notas neste “site”, os gráficos são importantes porque facilitam visualizar o direção dos preços. Estes sobem e descem como ondas do mar, despassadas, irregulares e consistentes. No alinhamento automático, o importante, entre outras coisas, é comparar quando as ondas menores estão congruentes com a tendência principal. E como diz o ditado – “timing is everything”.

Professor Metafix

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