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Hedge e Diversificação

Professor Metafix

Hedge e Diversificação

Aos interessados em diversificar para se proteger contra os riscos adversos, aconselho um pouco de hedge. A palavra hedge é obtusa até na língua inglesa, mas é bastante conhecida no meio financeiro internacional como uma técnica de se proteger contra riscos, especificamente no mercado futuro. Hedge significa aparar as pontas ou fazer uma operação de compra e venda de um determinado produto ao mesmo tempo.

O termo é usado na Inglaterra pra designar um tipo de cerca viva aparada dos dois lados e no topo. Os Ingleses gostam tanto desse tipo de cerca que desenvolveram até estilos diferentes. Existem também programas pra instruir os interessados como administrar os hedges porque trata-se de uma proteção efetiva, barata e duradoura para as propriedades dos interessados.

Hedge financeiro tem a mesma finalidade, proteger o investidor de mudanças inesperadas no valor dos ativos. O hedge é mais usado em operações futuro mas, os investidores vem utilizando a palavra deforma pretensiosa em operações que ajudam a diversificar carteiras de investimentos porque é bastante efetivo. A prática se expandiu tanto que o termo, muitas vezes, é utilizado de forma errônea porque diversificação e operações casadas são coisas diferentes. Entretanto, não é incomum se ouvir na mídia que fulano ou sicrano comprou ouro parar fazer um hedge contra a inflação. Ora, na realidade esse tipo de operação não é um hedge, mais uma especulação sobre o preço futuro daquele produto. Apesar da designação incorreta a prática é válida e tem o efeito desejado.

Diversificar uma carteira com diferentes papeis é a prática mais comum para se proteger contra o risco do preço de uma ação cair. Neste caso, além de se aumentar o número de papeis na carteira deve-se também evitar ações correlacionadas. Atualmente, à medida que as economias e setores tornam-se mais integrados, a questão fica mais teórica e menos prática porque os mercados andam tão juntos que as ações acompanham como bois em manadas conjuntas. Mas, para quem investe para o longo prazo, a prática é importante e deve-se evitar ações com elevado grau de autocorrelação.

Seria prudente, quando possível, evitar na carteira ações que sobem ou descem juntas. Por exemplo, não misturar ações de mineradoras com as de produção de aço, nem de alimentos com a produção de soja, etc. Segundo, manter um número razoável de ações na carteira, pelo menos vinte. Teoricamente, com 25 se resolve o problema da diversificação de ações de forma bastante segura. A segunda forma para se diversificar é compor a carteira com papeis de diferentes modalidades. Incluir na carteira de ações outros tipos aplicações, como títulos de renda fixa, títulos da dívida pública, imóveis, commodities e metais preciosos.

Diversificar uma carteira, aumentando o número de ações e mantendo ações de diferentes setores são práticas saudáveis. Esse tipo de diversificação protege o investidor contra o chamado risco de carteira, mas não o protege contra o risco sistêmico ou de mercado; aquele que ataca as economias de vez em quando, acompanhando os ciclos de negócios. Esse tipo de risco é considerado inevitável e temos que aprender a conviver com ele, ou partir para as alternativas investindo em atividades com pouco risco e de baixa rentabilidade, e é ai que entra o hedge.

A modalidade hedge foi aplicada inicialmente em mercados futuros, como a compra e venda de produtos agrícolas ou commodities e moedas. Por exemplo, um agricultor vende a safra de milho em maio para entregá-la em novembro mas, se o preço em novembro estiver mais alto em relação ao de maio, ele deixa de ganhar aquela diferença. Para evitar esse prejuízo, o agricultor faz um hedge; ele compra a mesma safra pelo mesmo preço que a vendeu. Agora se o preço subir até novembro ele ganha a diferença porque comprou barato; e se o preço cair, como ele vendeu, ele também ganha a diferença porque vendeu mais caro.

A vantagem do hedge é que ele é a antítese da especulação; risco zero e ganho zero. O ganho numa operação cobre o prejuízo da outra. Por exemplo, quando chegar a época de entregar a mercadoria o agricultor está protegido dos dois lados e livre para negociar o preço no mercado a vista (spot). Ele tem dois preços de venda, o corrente, no mercado e o que ele contratou para entregar o milho. Ele também tem dois preços de compra, o que ele contratou e o preço corrente no mercado. O ganho ou prejuízo de uma operação é coberto com o prejuízo ou ganho da outra. Esse tipo de proteção (hedge) é também muito comum com operações de câmbio por firmas exportadoras para se proteger da variação cambial.

Outra alternativa imperfeita para diminuir o risco é investir em fundos de investimentos que sejam bem diversificados. Nesse sentido, devem-se evitar fundos de aplicações em setores específicos. Estes apenas aumentam o número de papéis do mesmo ramo na expectativa de que aquele setor vai crescer mais do que os outros. Isso apenas diminui a volatilidade, mas diminui os ganhos sem abater o risco. Não é incomum se misturar aplicações boas com papéis ruins para poder compor o fundo. Entretanto, todos sabemos que misturar maçã podre com maçãs boas estraga todo o cesto independente de nossa aversão aos fungos!

Além dessas alternativas, podemos jogar com o tempo investindo em ações esporadicamente em swing trades ou day trade e ficar posicionado em ações mais estáveis ou em títulos de dívidas e até mesmo deixar uma pequena quantia na poupança! Muitos investidores deixam uma boa parte da carteira em ações e usam uma pequena parte para arriscar em opções. Essa é uma modalidade bastante rentável, mas o risco aumenta e, por isso, é aconselhável somente àqueles com muita experiência e tempo.

Infelizmente, e apesar de se fazer esforço para ser prático e racional em nossas decisões financeiras, ainda operamos com forças atávicas que desviam nossa atenção da racionalidade. Devemos aceitar esses desvios porque eles são essenciais à vida. Todavia, temos que aceitar a relação implacável entre retornos e riscos!

Professor Metafix

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