O Truque para Enganar o Emocional (para investir em ações na Bolsa) Bovespa: análise técnica, como investir na bolsa de valores (Bovespa)

O Truque para Enganar o Emocional (para investir em ações na Bolsa)

Professor Metafix

O Truque para Enganar o Emocional.
(para investir em ações na Bolsa)

              Existe uma condição atávica, relacionada com a evolução, que se manifesta naquelas decisões que são perigosas, independente de serem boas ou más. Segundo os neurobiólogos, o processo da evolução humana deu prioridade ao desenvolvimento do lado emocional porque, diante do perigo, este reage rápido. Portanto, o emocional é muito importante como técnica de sobrevivência física. Aplicamos o racional em tarefas lentas como o estudo da ciência e dos negócios. Nestas atividades, o importante é obter conhecimento mais do que evitar os perigos. Além disso, elas não ameaçam diretamente a nossa sobrevivência.

            Ao se deparar com os riscos reagimos automaticamente sob o comando da parte emocional do cérebro. E, por isso, na pressa para ganhar, sob a ameaça de perder, agimos de forma tão ilógica que não percebemos os erros que cometemos. Assim, precisamos controlar o lado emocional para poder executar sem erros aquelas tarefas que exigem raciocínio lógico.

            Por que vendemos uma ação com prejuízo, mesmo quando operamos a favor da tendência? Às vezes, compramos na hora certa e vendemos na hora errada. Alguns conseguem lucros e outros saem com enormes prejuízos. Até os maiores conhecedores do mercado erram.

            Aproveito para traçar algumas considerações baseadas em experiência recente de alguns aplicadores que tiveram prejuízo operando a favor de um movimento certo mas, na pressa, saíram na hora errada. Alguns, corretamente, basearam-se em análise fundamentalista da empresa, mas esqueceram de que uma retração contra uma tendência é bastante perigosa. Porém, a ânsia de ganhar esconde o perigo. Isto é, o emocional é tão poderoso e traiçoeiro que transpõem o raciocínio pra um quadro de referência onde o operador não consegue vê os riscos. Este conflito persiste em todos os afazeres e faz parte da condição humana.

            Temos que inventar um truque para enganar a parte emocional do cérebro. Por exemplo, quando estamos operando o mercado de ações, devemos obedecer uma média móvel, respeitar os suportes e as resistências, e alinhar os tempos gráficos. Estes são meios mais seguros para domar o emocional e evitar os erros comuns.

            Assim, podemos operar com sucesso seguindo movimentos de preço de qualquer tamanho, desde que respeitamos os suportes e as resistências característicos dos movimentos de preço. Quanto maior o tempo de cada vela, mas longo temos que ficar posicionado. Estas formações levam muito mais tempo para se criar, e o emocional aproveita para destruir a paciência de quem opera. Por isso, muitos mudam para movimentos secundários e esquecem de alinhar com a tendência principal. Se a tendência for vista com velas de um dia, os suportes e as resistências podem levar vários dias para aparecer. Mas em tendências com preço de uma hora, esses pontos podem demorar apenas algumas horas.

            A paciência para obedecer essa regra é fundamental pra quem vive de negócios. Quando não temos nenhum ponto de referência ou técnica, como o alinhamento, esse processo fica bem mais difícil e sem ponto de apoio. A única forma para domar o emocional é trabalhar com observação concreta dos gráficos. Muitos preferem errar do que perder uma oportunidade. Mas, como tenho insistido nas minhas notas, o mercado, apesar de incerto, tem uma lógica implacável. Infelizmente, achamos que a lógica dele está errada e a nossa está certa. Esta é uma forma emocional de se proteger contra os perigos, mas devemos ter cuidado e aceitar que é melhor perder o ônibus certo do que tomar o bonde errado.

            Isto é, numa tendência de baixa devemos esperar até se formar uma resistência para vender, mas não esquecer de sair nos suportes. E, numa tendência de alta o processo é inverso. Isso é, independente do tamanho da tendência e do tempo escolhido para operar, devemos entrar nos suportes e sair nas resistência quando operamos comprando.

            Vejamos, então, o quê aconteceu com ação da OGXP. O preço dela está fazendo ondas abaixo de uma média móvel. Caso, o operador tenha meios e se sinta seguro operando com vendas, precisa apenas ter paciência e entrar vendendo somente nas resistências ao longo da média móvel. 

            O comportamento da OGXP no intervalo, partir dos meados de março de 2012, é um bom exemplo do que acontece quando ficamos mudando de gráfico, na pressa para achar um ponto de entrada. O primeiro gráfico, o da esquerda, representa a tendência com velas de um dia no período indicado. O outro é de uma hora que representa a tendência desde início de agosto. Esta foi extraída da ultima tentativa dos preços formarem uma contra tendência. Veja a marcação gráfico diário.

            Ora, reconhecemos uma tendência de queda quando o preço se movimenta abaixo da média móvel. Neste caso, em nenhum momento o gráfico mostrou que os preços cruzaram a média pra cima. Portanto se alguém procurou se orientar pelo gráfico diário para comprar ação dessa companhia, não encontrou nenhuma oportunidade no período indicado.

            O gráfico de uma hora, a direita, mostra outra realidade. A partir do início de agosto o preço se movimentou acima da média móvel e ofereceu algumas oportunidades de compra. Mas neste caso, já sabemos que os movimentos demoram muito pouco. O operador poderia ter aproveitado os suportes acima da média pra comprar, mas teria que sair logo, fechando posição nas resistências. Se o aplicador não estivesse disposta a esperar pelo gráfico diário, poderia usar o gráfico da direita entrando e saindo com jogadas curtas até que os preços cruzassem a média móvel pra baixo.

            Destarte, em tendência de baixa, procuram-se resistências abaixo da média para abrir posições de vendas, e nas de alta, precisamos de suportes acima da média abrir posição de compra. Quem comprou, usando a tendência de uma hora, acertou na entrada, mas se não saiu na resistência, errou na saída. Os pequenos movimentos de alta eram curtos, duravam muito pouco, não dava para ficar posicionado além de um dia ou dois.

            Destarte, o tempo de operação desejado determina, qual tendência que devemos usar para operar. Em tendências curtas, as operações devem ser curtas, e nas longas as jogadas devem ser demoradas. Use médias móveis para identificar as tendências e espere pela formação dos suportes e das resistências para operar. Aprenda a domar a emoção senão os lucros saem pelo ladrão.

Boa Sorte!
Prof. Metafix

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enzo comentou:

Caro Prof-metafix, então, partindo-se da visão "da lua" poderemos melhor perceber a tendência principal e decidir em operar "a ponta do chicote"...
forte abraço;


Renato comentou:

Muito interessante esse artigo!

Venho acompanhando o seu trabalho a um certo tempo e você sempre arrasa nas postagens.

Obrigado pela informação!


 
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