Manejo das Jogadas no “Intraday” : análise técnica, como investir na bolsa de valores (Bovespa)

Manejo das Jogadas no “Intraday”

Professor Metafix

Manejo das Jogadas no “Intraday”

             Hoje, 4 de abril de 2013, decidi relembrar meus amigos leitores de que a partir deste mês, iniciamos um período longo, sem muitas interrupções, para se operar no mercado financeiro. Existem, e aparecerão, muitas oportunidades boas para quem deseja operar no curto prazo com ativos outros além de ações.

            Os derivativos e o mercado futuro oferecem oportunidades excelentes pra quem tem disciplina, pouco dinheiro e segue as regras do alinhamento automático. Isto é, obedecer as tendências e os indicadores e dos diferentes tempos gráficos disponíveis nas boas plataformas de operação. Essas regras tornam-se mais indispensáveis quando se trata de ativos são bastantes alavancados. Quem opera neles precisa ter muita disciplina.

            Tomo a liberdade para indicar e para exemplificar, com um ativo especifico, como as regras do alinhamento podem ser utilizadas para se aproveitar a oportunidade em mercados tendenciosos e cíclicos, como é caso do boi gordo e outras commodities. Tentarei ser curto e ir direto ao assunto.

            A regra número um, para se aproveitar bem o mercado, é operar sempre a favor da tendência. Se o leitor não quer operar no intraday e planeja ficar posicionado por muito tempo deve se orientar com as tendências semanais ou diárias. Para os mais afoitos, porém cuidadosos, que desejam operar no intraday devem se guiar com tendência diária. Depois de decidir se vai comprar (tendência de alta) ou se vai vender (tendência de baixa) deve esperar pacientemente pela oportunidade de dá o bote. Operando como cobra na moita esperando a ratinho passar. Este é o segredo de uma jogada bem sucedida, decidir com antecedência o que vai fazer e ter paciência e esperar pela oportunidade chegar.

            O sucesso do negócio é saber o quer e quando agir. Essas são decisões diferentes, porém, interdependentes. Por isso, a segunda regrar é observar a direção dos indicadores e dos movimentos dos preços em tempos menores do que aquele utilizado na tendência pra determinar se a operação é de compra e de venda. Isto é, as tendências ou movimentos em tempos menores. Estes devem ser congruentes e alinhados com os preços vistos com gráficos de tempos maiores. Portanto, o processo tem dois momentos, o da decisão de comprar ou vender (tendência principal ou maior); e o efetivo da compra ou da venda. Nada mais lógico do que isso!

            Pessoalmente, utilizo o estocástico lento e duas médias móveis (uma mais longa e outra mais curta) em meus estudos. Em todos os testes tenho um aproveitamento de 100 por cento quando não violo as regras básicas. Este set-up ou configuração pode ser usado em todos os ativos, porém é bem mais apropriado para produtos que teoricamente tem limite de alta e de baixa, e segue um ciclo de negócios menos imprevisível, como as commodities, índices e moedas.

            Apresento em seguida dois gráfico que ilustram o comportamento dos preços do boi gordo. Os gráficos são da ADVFN.


          

            Notem que o gráfico superior representa o movimento dos preços com velas de um dia. Esse mostra os preços se movimentando acima da média móvel que também está levemente ascendente. É óbvio que, nesse caso, só deveríamos comprar. O segundo gráfico é composto de velas que representam uma hora de duração. Ele mostra com mais clareza onde e quando devemos comprar. O estocástico indica que durante o mês de março, p.p. houve três oportunidades pra se fazer uma boa compra.

            O operador tem duas alternativa, uma investir todo dinheiro na primeira indicação do estocástico ou empregar apenas uma parcela dos recursos e, à medida que vão surgindo mais oportunidades, fazer outras compras. Durante o mês de março, no gráfico de uma hora surgiram claramente três pontos de entradas.

Tenham bom proveito.
Prof-Metafix.

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Cláudio Lopes comentou:

Olá, Prof. Metafix,

Estou sem operar a mais de um ano por conta de um mal gerenciamento de risco. Meu prejuizo chega a mais de 80%.
Gostei deste artigo, que esta me animando a voltar a operar, principalmente a respeito do aproveitamento de cem por cento, isso é que preciso: errar menos perdendo pouco e acerta mais. Você usa manejo de risco com stop em suas operações? Qual? Gostaria por gentileza de receber mais detalhes desse setup. Muito obrigado.


prof-metafix comentou:

Cláudio, obrigado pelas perguntas. Vou te responder escrevendo um artigo para ser compartilhado com toda comunidade. Posso te adiantar que não uso stop. Não confio nos meios eletrônicos ao ponto de me ausentar do computador. Por isso, é melhor saber quando entrar e quando sair. Para fazer isso, precisamos de uma metodologia segura, como o alinhamento automático. Leia minhas recomendações no próximo artigo; To stop or not, eis a dúvida. Prof. Metafix


 
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