O impacto do câmbio na inflação 23.9 Ações Opções Análise Técnica Investimentos: análise técnica, como investir na bolsa de valores (Bovespa)

 
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Quem nunca se enganou lendo gráficos de ações ou de outros ativos financeiros, levante as mãos! Enganamo-nos pelo desejo de encurtar caminho. Esse comportamento faz parte da luta inexorável para melhorar a vida o mais rápido possível, mas cometemos erros. A tentativa dos grafistas para inventar padrões gráficos em busca de significados diferentes faz parte dessa...

Jesse Livermore talvez seja o especulador mais conhecido do mercado americano. Muitos especuladores já incorporaram as lições dele porque elas são lógicas e fazem sentido. Com muita paciência ele só entrava na hora certa como uma serpente que sabe dar o bote, mas não sai correndo atrás da presa.

Aproveito a oportunidade para lançar uma breve discussão sobre os swaps, uma modalidade de aplicação financeira pouco utilizada no Brasil mas que nos afeta diretamente.  Swap significa troca, nesse caso, de  dois ativos com retornos e riscos diferentes. Atualmente esta havendo uma grande reversão dos swaps de moedas que, de forma célere, revela-se bastante nefasta para muitas economias...

Faça simulações, projeções, acompanhe e gerencie operações com opções. Com essa ferramenta você tem total controle sobre suas posições de forma descomplicada e eficiente.

Considero o alinhamento automático a forma mais segura para entender o movimento dos preços das ações. No último artigo desta série prometi que usaria alguns gráficos para ilustrar essa metodologia. Alinhando os movimentos com os gráficos, podemos eliminar as contradições que muitas vezes ocorrem entre os movimentos de preços de períodos diferentes e enganam o operador.

Há uma grande discussão nas universidades que já perdura por algum tempo sobre a racionalidade e a eficiência dos mercados. Os temas são complexos e importantes para quem deseja investir e quer saber se o preço de uma determinada ação está alto ou está baixo...

Muitas pessoas investem em renda variável utilizando-se desse tipo de operação. Entretanto nem todos sabem exatamente a melhor forma de se calcular as taxas reais apresentadas na montagem. Alguns calculam errado e nem sabem... Veja a maneira correta e a melhor forma de escolher a opção para lançamento coberto.

O conteúdo exposto aqui, sejam integrantes do Investmax ou não, são apenas opiniões e não são sugestões e indicações de operações. Cabe a cada um fazer sua análise e tomar suas próprias decisões.


Autor Mensagem
MarcosFaria

Usuário Preminum

13 posts
23/09/2011 16:14:30

O Banco Central quer ver onde os mercados de câmbio irão se estabilizar nos próximos dias para avaliar melhor o impacto do real fraco na inflação, disse o presidente Alexandre Tombini nesta sexta-feira (23).
Ele acrescentou que o impacto das variações cambiais na inflação tem declinado ao longo do tempo no Brasil.
Ontem, após o governo adotar medidas ao longo do ano para tentar reverter a trajetória de queda do dólar, o BC agiu para conter a valorização da moeda.


Segundo especialistas, o BC agiu porque uma elevação forte e abrupta da taxa de câmbio traz riscos paras as empresas, que carregam dívidas em dólar. A volatilidade acentuada da divisa também dificulta o planejamento das companhias, dizem.
Além disso, destacam, o BC busca limitar o impacto da alta do dólar na inflação.
"O BC deixou claro hoje que está preocupado com a desvalorização muito rápida do real", disse Carlos Langoni, ex-presidente do BC.


Pela primeira vez desde de 2009, o BC fez uma operação equivalente a vender a dólares no mercado futuro, o que reduziu a forte alta no mercado à vista. A moeda americana chegou a ser negociada a R$ 1,963, mas fechou cotada a R$ 1,895, ainda sim com alta de 1,6%. No mês, a valorização chega a 19%.
A forte alta da taxa de câmbio tem impacto imediato sobre as dívidas das empresas em dólar, observa Langoni. Segundo ele, isso pode afetar negativamente a atividade econômica ao obrigá-las a rever seus planos de investimento, para manter o pagamento dos empréstimos.


Segundo dados do BC, a dívida externa das empresas brasileiras soma US$ 94,9 bilhões.
Embora a alta do dólar eleve a competitividade do produto nacional, variações muito fortes da moeda não beneficiam as empresas, afirma o consultor do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial) Júlio Gomes de Almeida. Por isso, o BC atua para evitar os excessos, diz.
"Ninguém vai decidir exportar mais ou trocar de fornecedor se o dólar não se estabilizar em um novo patamar", disse.


Para o sócio da consultoria Tendências Nathan, a intervenção do BC para limitar a alta do dólar visa conter os impactos na inflação. Os preços em reais de produtos como soja, milho e café já estão mais altos do que no início de agosto.
Se o dólar ficar em R$ 1,70, em média, até dezembro, ele projeta que a inflação fecha o ano em 7,2%, bem acima do teto da meta do BC, de 6,5%.


Sidnei Moura Nehme, diretor executivo da corretora NGO, acredita que a tendência da moeda é voltar para algo entre R$ 1,65 e R$ 1,70.
Segundo ele, o que provocou a forte alta do dólar foi a queda de liquidez no mercado futuro, após o governo anunciar a taxação de operações com derivativos cambiais que apostam na queda da moeda americana.


Grandes fundos de investimento que estavam apostando nesse cenário começaram a perder dinheiro quando a moeda americana passou a se valorizar, explica.
No entanto, observa Nehme, quando eles tentaram desmontar as operações, encontraram poucos investidores dispostos a vender dólar no mercado futuro, exatamente devido ao novo imposto anunciado pelo governo.


Esses investidores, então, cobraram caro para vender a moeda, o que puxou a cotação do dólar para cima.
"Por isso, o BC ofertou dólares no mercado futuro", afirma. "Quando esses fundos conseguirem desmontar suas operações, a pressão sobre o dólar vai diminuir", estima Nehme.
 


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