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A Crise e a Indefinição do Governo

Professor Metafix

A Crise e a Indefinição do Governo As Oscilações do Mercado e Como Aproveitar as Oportunidades Oferecidas pelos Movimentos de Preços.

Existe um ditado em planejamento estratégico que afirma que se alguem não sabe para onde vai, qualquer lugar serve. Essa é a impressão que as autoridades econômica americanas dão ao mercado com os pacotes improvisados de última hora. A administração atual não demonstrou muito interesse pela economia e, agora, atropela-se com os problemas que brotaram claramente de sua própria negligência. "Só resta uma resposta; ignora-la e aproveitar as oportunidades oferecidas pela alta volatilidade que ainda marcam o mercado ações" A falta de interesse é compreensível dentro da filosofia que acredita incondicionalmente nas qualidades do mercado sem nem atentar para os defeitos das forças criadoras e destruidoras inerentes a qualquer sistema de trocas livre, mas é patética e ingenua! Administração já se contrariou muitas vezes e agora deseja ganhar a batalha contra uma armadilha silenciosa no crepúsculo de um mandato marcado por inquietações desde o início. Com um sorriso amarelo de alguem que sabe, mas nega para todos, que a situação poderia ser diferente se tivesse agido contra os exageros do mercado, a administração corre contra o tempo. Atrasada e despreparada, procura traçar muitas retas sobre infinitos problemas para determinar o futuro de uma economia desorientada pela impaciência, pelo descredito e medo. Essa falta de direção filosófica e a lenta inoperância administrativa, inexoravelmente, avermelham o céu da economia além das fronteiras e abalam até os mais íntimos sentimentos de otimismo que ainda carregamos. Só resta uma resposta; ignora-las e aproveitar as oportunidades oferecidas pela alta volatilidade que ainda marcam o mercado ações.

Vamos recordar um pouco. Antes havia um pacote de medidas confuso e enorme, porém tímido para resolver os problemas, mas era uma clara demonstração de que o governo não mediria esforços para atenuar os efeitos da crise sobre o mercado financeiro. Agora, o governo muda de direção, os recursos do pacote não podem ser utilizados pra resgatar ativos “podres” como todo mundo imaginava, embora achasse um absurdo. As medidas eram aceitas porque foi posto como um sacrifício que salvaria todas da condenação dos riscos incontroláveis. Sabiam-se de que os recursos eram relativamente pequenos para alimentar o monstro que ainda rosna sorrateiramente e ameaça todos com coisas piores. Finalmente, e típico de quem não acredita em planos mas prefere confiar no equilíbrio das forças da mão invisível, independente de custos e resultados negativos, o governo descobriu que os recursos não são suficientes para atender a demanda do setor como estava proposto. O pior é que ao ventilar às pressas a possibilidade de se comprar ativos de valores duvidosos, o governo incentivou e alimentou o próprio setor a ressuscitar os ativos “podres” na expectativa de um resgate generoso. Será que o governo não sabia que o ato de anunciar recursos baratos produziria uma enxurrada de pedidos tão grande que não haveria meios suficientes para resgatar todos papeis, independente da natureza, urgência ou propriedade dos bens?

O resultado dessa indefinição é que os agentes financeiros se transformaram em baratas tontas farejando oportunidades para sobreviver num mercado que sofre da falta de liquidez e da clareza de propósitos advindos das autoridades econômicas. Ontem, 12 de novembro, a reação às novas regras para distribuição dos recursos do pacote foi imediata, o índice Dow Jones despencou 441 pontos, mais de 4 por cento numa única tarde de negociação. Hoje, depois do discurso do Presidente Bush em Nova York, exaltando as qualidades do capitalismo e reafirmando a fé num mercado livre e desregulado, o Dow Jones reagiu e, depois de cair mais de 240 pontos, fechou em alta de 552 pontos, ou quase 7 por cento! Admirável essa gangorra! Mas ela continuará, impulsionada por efemeridades e contaminando outros mercados, enquanto não houver substância que dê sustentação duradoura aos preços dos ativos. Apesar de um quadro pendular e instável, essa volatilidade abre muitas oportunidades para os que estão preparados para aproveitar os movimentos sem serem levados pela emoção dos ganhos exagerados, ou perder de vista de que não existem dados fundamentais que garantam uma rentabilidade segura.

Aconselho aos novatos e veteranos aproveitarem a ocasião para aprenderem interpretar o movimento dos preços, de forma visual, no curtíssimos prazo e não confiar nos fundamentos ou interpretações apresentadas pelas empresas ou autoridades interessadas porque a opinião desses pode estar correta ou equivocada. O mais certo é de que não passa de pigmentos da imaginação criadora dentro um mercado tão insstável que ninguém se propõem a investir no longo prazo. Nesse momento, todos somos mortais, mas uns são mais do que outros e somente os investidores, que já abandonaram o velho paradigma de se investir para o longo prazo, conseguirão sobrevir com sucesso.

Um curso de analise gráfica pode não garantir grandes lucros mas é divertido e pode ser, sem dúvida, a melhor educação para quem deseja investir em ações ou outros instrumentos financeiros e aproveitar as oscilações do mercado no curto prazo. Só um bom programa gráfico pode mostrar que o risco de curto prazo é, pelo menos, comensurado pelos retornos produzidos pelas oscilações aleatórias. Apesar do conselho, nunca se deve abandonar a estratégia dos grandes mestres; sempre que for possível negociar ações de qualidade. Acima de tudo, certificar-se de que no mercado só existe uma direção, apesar de infinitos pontos e retas possíveis. Entretanto pra quem não sabe pra onde vai, qualquer caminho serve.

Professor Metafix

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Camilo Aparecido Almeida comentou:

Ainda bem que nossa economia esta estavel,se fosse em outros tempos ,o prejuizo para o brasil seria grande ,mesmo assim eu tenho medo da volta da inflação,tomara que o governo haja com sobreidade e bom senso.


Ricardo Akimoto comentou:

Bom dia, gostaria se pudesse explicar a sua origem, as causas, como está atualmente, qual suas semelhanças com a crise de 1929, e qual poderia ser a solução desse problema mundial que está afetando a todos, nesse mercado de instabilidade.
Parabens pela iniciativa por estar explicando sobre a crise de um modo mais facil para todos entenderem.

agradeço pela atenção

Att.

Ricardo


 
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