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O que é o Mercado a Termo

O que é o Mercado a Termo

Você já sabe que o contrato a termo foi a primeira modalidade de derivativo conhecida pela sociedade. Aqueles contratos, ainda primitivos, já apresentavam o conceito básico das negociações a futuro – contrate agora e acerte o pagamento depois.

Atualmente, os contratos a termo são negociados sobre mercadorias, ações, moedas, títulos públicos, dentre outros. Apresentam-se a seguir suas características e aplicações.

Definição

Como comprador ou vendedor de um contrato a termo, você se compromete a comprar ou vender certa quantidade de um bem (mercadoria ou ativo financeiro) por um preço fixado, ainda na data de realização do negócio, para liquidação em data futura.

Características operacionais

Negociação: os contratos a termo podem ser encontrados em bolsa, mas são mais comumente negociados no mercado de balcão (contratos bilaterais negociados fora das bolsas).

Ausência de mobilidade de posições: em geral, os contratos a termo são liquidados integralmente no vencimento, não havendo possibilidade de sair da posição antes disso. Essa característica impede o repasse do compromisso a outro participante. Em alguns contratos a termo negociados em bolsa, a liquidação da operação a termo pode ser antecipada pela vontade do comprador.

Aplicações

Para que você possa entender as aplicações e as funcionalidades do mercado a termo, utiliza-se o exemplo de um cafeicultor e de um torrefador de café.

Exemplo

Imagine a situação do cafeicultor ainda no início da produção. Ele não tem nenhuma garantia do preço que poderá ser praticado ao final da safra. Examine duas hipóteses possíveis:

– Hipótese A: as condições climáticas favoreceram muito o cultivo de café. Além disso, houve superprodução no período. O excesso de oferta levará à queda acentuada de preços de venda, reduzindo a margem de lucro do produtor. Algumas vezes, o valor de venda é insuficiente para cobrir os custos de produção. Nesse caso, o produtor pode preferir destruir o café a colocá-lo no mercado, pois minimizará seus custos com armazenagem e transporte e, ao mesmo tempo, conterá a pressão da oferta;

– Hipótese B: registrou-se a ocorrência de pragas, geadas ou outras intempéries que dificultaram o cultivo de café, provocando a escassez da mercadoria. Nesse caso, haverá alta nos preços do café e o produtor conseguirá vender sua produção por preço mais elevado do que imaginava anteriormente.

Imagine agora a situação em que o torrefador: compra o café do produtor e o vende ao consumidor final. Ele também não sabe por qual preço poderá negociar o café no final da safra, pois, no caso da hipótese B, os preços podem elevar-se drasticamente e atingir nível superior ao que sua atividade lhe permite.

Você já percebeu que, nesse exemplo, o cafeicultor correrá o risco de queda acentuada nos preços, enquanto o torrefador correrá o risco de alta nos preços do café no mercado a vista.

O comprador (torrefador) corre o risco de alta acentuada nos preços.

O vendedor (cafeicultor) corre o risco de queda acentuada nos preços.

Agora que você já entendeu a natureza do risco de cada participante do exemplo, monta-se uma operação a termo de maneira a eliminar os riscos associados às atividades de cada um.

Para eliminar os riscos de variações adversas de preço, o cafeicultor e o torrefador podem realizar uma operação a termo, tendo como base os pressupostos do exemplo a seguir.

Suponha que, pelo preço de R$100,00/saca de 60kg, o cafeicultor consiga pagar todos os custos de produção e ainda obter lucro razoável em sua atividade.

Considere também que R$100,00 seja o preço máximo que o torrefador poderá pagar para auferir lucro e não ter prejuízo em sua atividade. Para ambos, R$100,00 é um preço de negociação razoável. Logo, poderão firmar um compromisso de compra e venda, em que o produtor se compromete a vender o café por esse preço no final da safra e o torrefador se compromete a adquiri-lo pelo mesmo preço na data predeterminada.

Observe que, independentemente do resultado da safra e dos preços estabelecidos no mercado a vista no período da entrega, ambos terão seus preços de compra e de venda travados em R$100,00/saca.

Resultados da operação

Hipótese A: safra recorde e conseqüente queda nos preços.

Suponha que o preço estabelecido no final da safra seja de R$90,00/saca. O produtor obterá êxito nessa operação, pois conseguirá vender sua produção por R$100,00, preço superior ao estabelecido pelo mercado (R$90,00). Os custos de produção serão cobertos e a lucratividade, garantida.

O torrefador pagará preço mais alto do que o estabelecido pelo mercado a vista, mas que ainda lhe convém, posto que R$100,00 é preço que considera razoável para sua atividade.

Hipótese B: escassez de café no mercado e conseqüente alta nos preços.

Suponha que o preço estabelecido pelo mercado a vista no final da safra seja de R$120,00/saca.

Nesse caso, quem obterá êxito será o torrefador, que comprará por R$100,00 uma mercadoria cujo valor de mercado é de R$120,00. O produtor venderá a mercadoria ao torrefador por preço inferior ao estabelecido pelo mercado, mas que cobre todos os seus custos de produção e garante lucratividade razoável para sua atividade.

Conclusão

Tanto para o comprador como para o vendedor no mercado a termo e em ambas as situações (alta ou queda de preços), o prejuízo não será visto propriamente como prejuízo e, sim, como algo que se deixou de ganhar, como um prêmio de seguro.

No exemplo, pelo preço de R$100,00/saca, o cafeicultor e o torrefador tinham seus custos cobertos e a lucratividade garantida.

Quando o participante entra no mercado com a finalidade de obter proteção, abre mão de possível ganho para não incorrer em prejuízo efetivo.

Os participantes do mercado preferem os contratos futuros, dadas algumas dificuldades apresentadas pelos contratos a termo, dentre elas:

– impossibilidade de recompra e revenda. Os contratos a termo não oferecem a possibilidade de intercambialidade de posições, isto é, nenhuma das partes consegue encerrar sua posição antes da data de liquidação, repassando seu compromisso a outro participante;

– risco de inadimplência e de não cumprimento do contrato. Os contratos a termo exigem garantias mais altas do que as que são exigidas para os futuros.

No sentido de aprimorar os negócios para liquidação futura e sanar os problemas mencionados, surgiu o mercado futuro, cuja funcionalidade é mostrada a seguir.

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Antonio Flávio comentou:

Ótimo, foi de muito aproveito para mim, parabéns a InvestMax.


yanomame comentou:

Boa exposição, usando linguagem menos técnica fica mais fácio o entendimento, principalmente para o aprendiz iniciante n/matéria que por sinal, não é lá muito fácil.


Carlos Eduardo Tozzi comentou:

Assim, como para o Antonio Flávio, foi de muito *aproveito* para mim.


Carlos Eduardo Tozzi comentou:

Ahhh esqueci de dizer... que também ficou mais facio, não é yanomame?


Felipe comentou:

Parabéns a quem escreveu esse artigo. Conciso, coerente e de fácil compreensão, sem dúvidas a melhor explicação para Mercado a Termo que eu li na internet.


Nauro comentou:

Já disse, gostei muito, excelente, o autor deste artigo deveria, com o mesmo objetivo e lucidez, colocar sua facilidade de expressão mostrando de maneira simplificada, como operar "opções"(bolsa de valores). Obrigado por poder comentar.


Yeda comentou:

Sério!
Muito bom!
Tinha muita dúvida em entender mercado a termo.
òtima explicação!


Erick Vivan comentou:

Ótima explicação. O texto é bem claro e traz exemplos de situações que ocorrem no mercado financeiro o que facilita na compreensão do assunto.


marcos comentou:

Parabens ao ilustre pelo artigo, muito compreensível, e é de qualidade toda explicação....abraços


Carlos Henrique comentou:

Mega bom!!!
Busquei explicações em várias literaturas, nenhuma trouxe tanta clareza e ainda com tanta elucidação com um exemplo 100% entendível.
Excelente mesmo!!!


joel comentou:

muito bom! bem explicado, tirou muitas duvidas!


 
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Aproveito a oportunidade para esclarecer que o alinhamento automático serve pra mostrar com mais clareza a direção do mercado...

Para apreciação de alguns e, talvez, irritação de outros, os gráficos e plataformas de operação são instrumentos valiosos para se acompanhar os mercados financeiros. Não consigo me afastar desses instrumentos...

A Bovespa divulga em seu site a volatilidade histórica dos ativos. Entretanto, para facilitar, criamos esta tabela onde é apresentada a volatilidade histórica dos principais ativos, de forma a permitir as comparações entre respectivos períodos e ativos.

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Esse indicativo pode nos chamar a atenção para algum ativo com boa formação de suporte ou resistência, criando possibilidades de compra ou venda.